Comportamento de uma população durante epidemias

Aplicando a teoria dos jogos a ao comportamento das pessoas durante uma epidemia, Poletti, Ajelli e Merler (2015) mostraram como isto pode afetar a disseminação de uma doença. Eles descobriram que reduzir o número de pessoas com as quais um indivíduo está em contato, mesmo que em pequena quantidade, pode fazer diferença na disseminação da doença. As pessoas são mais responsivas quando os sintomas da doença são mais evidentes.

O comportamento humano nem sempre reduz o risco de infecção, e pode ter um efeito paradoxal. No caso da vacinação, quanto mais bem sucedida for uma campanha, menos prevalente a doença se torna, diminuindo assim a percepção de risco. Isto pode levar as pessoas a deixar de vacinar-se, assumindo que o risco de infecção é muito baixo. Exemplos dessa falácia foram os vários recentes surtos de doenças já quase eliminadas pela vacinação em massa, como o surto de difteria em Espanha e os de sarampo na Europa e EUA. A melhor maneira de resolver isso, de acordo com o modelo dos autores citados, seria informar o público sobre o risco real de infecção, evitando que seja informado apenas pelo risco percebido.

Uma das outras coisas que o modelo revelou é que, quando informações precisas sobre a infecção são divulgadas rapidamente, as respostas das pessoas às informações são eficazes e podem limitar a disseminação de uma doença. Em outras palavras, quando as informações estão disponíveis e são comunicadas rapidamente, é mais provável que as pessoas ajam da maneira correta.

Portanto, se os formuladores de políticas de saúde tornarem a informação disponível o mais rápido possível através da mídia, isso resultará em uma resposta melhor e mais eficaz da população. O comportamento da população urante uma epidemia tem um grande impacto no curso desta.

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